Em tempo de prisões, algum político resistiria a nove delações?

A caça as bruxas contra políticos está aberta. A cada operação da lava-jato vai fechando o cerco para alguns políticos.

O ex-deputado Eduardo Cunha foi preso em Brasília pela Polícia Federal no dia 19/10/2016. A polícia também esteve em sua casa na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio. A prisão foi autorizada pelo juiz federal Sergio Moro, que passou a tratar do caso do ex-parlamentar depois que ele perdeu o foro privilegiado com a cassação de seu mandato. Moro determinou a prisão do ex-deputado afirmando que sua liberdade representava risco “à instrução do processo, à ordem pública, como também a possibilidade concreta de fuga em virtude da disponibilidade de recursos ocultos no exterior, além da dupla nacionalidade (Cunha é italiano e brasileiro)”, afirma em nota a Justiça Federal do Paraná.

O secretário de Governo de Campos dos Goytacazes e ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, foi preso, no Flamengo, Zona Sul do Rio, por agentes da Polícia Federal. Ele é um dos investigados na Operação Chequinho, que apura o uso do programa social Cheque Cidadão para compra de votos na cidade em 2016.

A Polícia Federal também prendeu o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral sob a suspeita de receber milhões em propina para fechar contratos públicos. Ele é alvo de uma operação que apura desvios em obras do governo estadual. O prejuízo é estimado em mais de R$ 220 milhões.

Após todas esta prisões que estão acontecendo (muitas ainda devem estar por vir), você conseguiria imaginar que algum político passaria imune a nove delações premiadas. Algum te vem a mente?

 

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