“Por que não investigam o Instituto FHC como o Instituto Lula?”, questiona Bob Fernandes

Temer & CIA venderam por R$ 3 bilhões três áreas de petróleo do pré-sal. Venderam, e para competidores, o futuro pós 2022. Para norte-americanos da Esso, da Chevron em parceria com a anglo-holandesa Sheel. E para a norueguesa Equinor.


Isso no instante em que o destino expõe atores da Farsa. Expostos PSDB e Fernando Henrique na troca de mensagens entre o ex-presidente e Marcelo Odebrecht.

A 13 de setembro de 2010 FHC recorda o “jantar de outro dia”. E pede recursos para campanhas de Antero de Barros, Mato Grosso, e Flexa de Lima, Pará.

E encerra o pedido escrevendo: “Envio abaixo os dados bancários”. Odebrecht responde: “Fique tranquilo no que depende de nós”.

Então FHC era ex-presidente. E o Caixa 2 norma num Sistema, todo ele, contaminado. Esse “pedido” de FHC expõe o que aqui é repetido por 7 anos:

-Tudo está nos computadores e dados dos empreiteiros. Selecionar, escolher quem investigar sem expor logo todos será um desastre. (Foi e é)


-Porque venderá (como vendeu) a ilusão de “limpos” enfrentando “sujos”. Avacalhará a Política já auto-avacalhada.

-Tudo exposto SÓ DEPOIS levará (como levou) à desesperança, desencanto e apatia.

-Terreno fértil para semeadores do ódio, coletores de ressentimentos e frustrações…

E assim chegamos ao fascista em alta. Colhendo o plantado por erros graves. E por oportunistas.

Em outra mensagem André Amaro, executivo, informa Marcelo Odebrecht: acertado R$ 1,8 milhão para o iFHC.

Quantas vezes aqui a pergunta, não pela pirraça, mas pela isonomia:

-Porque não investigam também o Instituto Fernando Henrique, como se investiga o Instituto Lula?

Instituto que nasceu com “doações” em jantar no Alvorada e FHC ainda presidente.

Silêncios, como agora. Sem manchetes principais e com uso da expressão “doações”, nunca o “propina” reservado para “inimigos”.


Tempos de ex-serviçais da direita cavando na esquerda espaço perdido. E grana.

Tempos de antigos radicais de esquerda tentando se limpar como “garantistas”. Depois de servir a extrema-direita. Depois de atiçar e jogar nas ruas o fascismo.

Por Bob Fernandes. (Confira vídeo abaixo):