Ironia: Temer diz a opositora venezuelana que “protestar é um direito e não pode ser reprimido”

Por Cynara Menezes – Lilian Tintori, esposa do líder oposicionista Leopoldo Lopez, preso desde 2014 acusado de incitar a violência durante os protestos contra o governo de Nicolás Maduro na Venezuela, veio falar de democracia com ninguém menos que o presidente do Brasil, Michel Temer. Lilian esteve em Brasília e ouviu do presidente ilegítimo que “está preocupado” com a situação venezuelana e que nosso país está “pronto a prestar ajuda humanitária à Venezuela”.


A opositora a Maduro saiu do encontro animada. “O presidente Temer hoje abriu as portas para o povo venezuelano. Isso significa muitíssimo. Há uma força regional que muitos estavam esperando”, disse. Segundo Lilian, a Venezuela vive “uma ditadura desumana, cruel” que “não permite sequer que o povo se expresse”.

À noite, Lilian Tintori publicou um vídeo em seu perfil no twitter em que disse ter ouvido de Temer que “o protesto é um direito, que o povo tem o direito de protestar, é um direito universal e que não pode ser reprimido”. Ela contou para ele que na Venezuela atiram bombas e balas de borracha nos manifestantes que vão às ruas contra o governo. “Não mais repressão”, disse.

Aparentemente, o presidente ilegítimo esqueceu de mencionar a forte repressão policial às manifestações da oposição às suas reformas, as bombas de gás contra os índios e a proibição de que o povo entre no Congresso para acompanhar as mudanças que afetarão seu trabalho e sua vida.