Aécio entrega Alexandre de Moraes e Michel Temer: tinham acordo para enganar a polícia

Os documentos que integram a delação de Joesley Batista, homologada pelo Supremo Tribunal Federal, começaram a ser divulgados há poucos instantes. Leia as íntegras:


O presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves e o deputado Rocha Loures serão investigados no STF pelos crimes de corrupção passiva, constituição e participação em organização criminosa e obstrução à investigação de organização criminosa.

Em sua decisão sobre o inquérito contra Temer, o ministro Edson Fachin indica que a Procuradoria-Geral da República poderia investigar o presidente da República inclusive por fatos estranhos ao mandato. A questão está em aberto no Supremo.

O procurador Angelo Goulart é alvo de inquérito sob a acusação de ter recebido pagamentos mensais para repassar informações de investigações envolvendo JBS.

No inquérito que investiga Temer e Aécio, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, escreveu que o senador tucano montou um plano para impedir o avanço das investigações Lava Jato. O nome do ministro do STF Alexandre de Moraes é citado.

Citação ao ministro Alexandre de Moraes

No pedido de abertura de inquérito contra Temer, Aécio e Rocha Loures, a PGR explicou que fez pré-acordo de delação para acompanhar e gravar pagamentos de propinas destinadas a Lúcio Bolonha Funaro, Eduardo Cunha e Aécio Neves. A PGR admite que “o tradicional modelo de celebração de acordos de colaboração premiada (…) mostra-se intempestivo diante da conjuntura dos fatos”.


Ao STF,  Janot afirmou que verifica-se que Aécio, em articulação, dentre outros, com o presidente Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem seja por meio de medidas legislativas, seja por meio do controle de indicação de delegados da polícia que conduzirão os inquéritos. Dessa forma, vislumbra-se também a possível prática do crime de obstrução.

Informações de Jota Info