UERJ suspende ano letivo, Federal de Sergipe pode fechar. Primeiro tiram a Dilma depois os jovens da universidade

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) decidiu que não voltará às aulas. A decisão foi tomada pelo conselho de diretores da universidade e as atividades foram suspensas. Não há previsão para iniciar o primeiro semestre letivo de 2017.


O reitor, Ruy Garcia Marques, informou que não há condições de retomar as aulas por causa do atraso nos salários de funcionários e pagamentos das bolsas para estudantes. Além disso, professores e alunos não têm dinheiro para o transporte até à Uerj. De acordo com uma nota emitida, a Uerj atingiu “um patamar insuportável que impede a universidade de bem exercer suas funções de ensino, pesquisa e extensão”.

Outro assunto abordado na reunião foi o restaurante universitário que permanece fechado. A Uerj consultou mais de 50 empresas, mas nenhuma delas quis participar da seleção para assumir o serviço. As empresas temem ficar sem pagamento do Governo do Estado do Rio.

As empresas terceirizadas, responsáveis pelos serviços de limpeza e segurança da universidade, continuam trabalhando, mesmo com atrasos nos repasses pelo governo.


Universidade Federal do Sergipe

Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe (Adufs) e o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS (Sintufs) promoveram uma entrevista coletiva nesta terça-feira (1º). O motivo foi a redução de recursos para a instituição de ensino.

De acordo com as entidades representativas da comunidade acadêmica, o corte foi de mais de R$ 1 milhão para a Assistência Estudantil e concessão de bolsas de pesquisa e extensão. ” A situação vem se agravando desde meados do ano passado. Tem universidades que os professores têm a progressão profissional, mas sem a financeira e eles não terão direito ao pagamento retroativo desse período”, disse o presidente da Adufs, Airton de Paula Souza.

“Estamos vivendo uma grave crise na universidade, que informou só possuir recursos para pagamento das despesas básicas até o mês de setembro”, disse o coordenador geral do Sintufs, Fabio dos Santos.