Na maior ‘democracia’ do mundo, metade da população não vota e a candidata com mais votos não é eleita.

Depois de uma longa e agressiva a campanha eleitoral Donald Trump, o magnata sem experiência política que para muitos representa um salto no escuro, ganhou de Hillary Clinton, uma candidata veterana, dona de uma consistente carreira pública.

Um resultado que causou perplexidade em todo o mundo.

A surpresa foi maior após a constatação de que as pesquisas de opinião erraram. E mais: a apuração mostra que Hillary perdeu a Presidência mesmo recebendo 337.636 votos a mais que Trump.

Até a manhã desta sexta-feira, de acordo com a agência de notícias americana AP, a democrata tinha 60.274.974 votos e o republicano, 59.937.338.

A apuração ainda não terminou nos estados de Michigan (com projeção de vitória de Trump) e New Hampshire (projeção para Hillary).

Essa disparidade ocorre porque a eleição para presidente dos Estados Unidos é indireta.

Afinal, em quem vota o cidadão comum?

Isso significa que o apoio do cidadão comum na realidade escolhe o voto do Colégio Eleitoral, que é formado por 538 eleitores procedentes de todos os Estados e da capital federal, Washington.

De acordo com o número de habitantes, cada Estado elege um número determinado de membros do Colégio Eleitoral, que representam proporcionalmente a população dos EUA.

Mas, na maior parte dos Estados, o candidato que consegue a maioria dos votos populares leva todos os votos correspondentes no Colégio Eleitoral.

Com isso, para vencer é preferível ganhar em muitos Estados – mesmo que seja por apenas um voto de vantagem – do que em poucos deles com uma vantagem de milhares de votos. Foi o que aconteceu com Hillary.

 Embora tenha recebido mais votos populares que Donald Trump, a democrata só venceu em 20 Estados e na capital federal, o que representa 228 votos correspondentes no Colégio Eleitoral.

Trump, por sua vez, venceu em 29 Estados e somou 290 votos no Colégio Eleitoral: 20 a mais que os 270 necessários para se eleger presidente.

Quinta derrota de um vencedor do voto popular

Para quem está habituado com o sistema de eleição direta, a escolha do presidente de um país por meio do Colégio Eleitoral pode parecer injusta e antidemocrática.

Se a tendência atual for confirmada ao fim da apuração em todos os Estados, esta será a quinta vez que um candidato a presidente ganha no voto popular, mas é derrotado no Colégio Eleitoral.

A última vez em que isso ocorreu foi no ano 2000, quando o democrata Al Gore perdeu a para o republicano George W. Bush, apesar de ter uma vantagem de mais de 500 mil votos.

Os defensores desse sistema indireto afirmam que ele evita que os candidatos ignorem os Estados pequenos e as áreas rurais em detrimento das grandes capitais, além de obrigá-los a buscar apoio em todo o país.

Já os críticos argumentam que na prática os candidatos acabam concentrando suas forças na Flórida e em Ohio, por exemplo, considerados decisivos porque seus eleitores não são fiéis a nenhum dos dois grandes partidos (são parte dos chamados “swing states”).

Embora pesquisas mostrem que a maior parte da população americana é favorável ao sistema de eleição presidencial direta, é pouco provável que haja uma mudança tão cedo.

A última vez que o Congresso dos EUA discutiu o assunto seriamente foi em 1934, quando uma proposta de eliminar o Colégio Eleitoral foi derrotada por apenas dois votos.

Fonte: BBC BRASIL.com

Estratégia de Temer é manipular TSE para se manter na presidência

A defesa do presidente Michel Temer nas ações que pedem a cassação da chapa vitoriosa na eleição presidencial de 2014 no Tribunal Superior Eleitoral joga com o tempo. O relator, ministro Herman Benjamin, dá sinais claros de que não vai separar as contas da cabeça de chapa. A defesa do presidente trabalha para adiar o julgamento para o momento em que o governo tenha maioria no tribunal. A pauta é de incumbência do ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, que tem poder para adiar a votação.

Temer tem hoje a garantia do voto de dois dos sete ministros: Gilmar Mendes e Luiz Fux, ambos do STF. Um terceiro ministro, Napoleão Maia Filho, o último a ingressar no TSE, pode vir a compor com a defesa presidencial.
Entre os votos considerados difíceis pela defesa de Temer, além daquele de Benjamin, está o da ministra Rosa Weber. A chave da defesa está nos dois ministros restantes, Henrique Neves e Luciana Lóssio, cujos votos são uma incógnita. O mandato de Neves acaba em 16 de abril e o de Luciana, em 5 de maio. A defesa conta com o recesso do fim do ano para ganhar tempo e conduzir sua votação para o momento em que o colegiado já tenha os substitutos.

Fundador do PSDB: “PEC 55 quer acabar com SUS”

No primeiro bloco do programa, o Diário do Centro do Mundo entrevista o economista e ex-ministro da fazenda Luiz Carlos Bresser Pereira. Para ele, a PEC 241 não se trata de ajuste fiscal, mas sim de uma redução do tamanho do estado. “É desmantelar o estado de bem-estar social”, afetando mais ainda a saúde pública e a educação fundamental.

Bresser Pereira critica o sistema tributário brasileiro, que é regressivo e beneficia os mais ricos e aponta uma saída para a crise financeira do país: linha especial de crédito para as empresas e juros menores.