Financiador de protestos contra Dilma, Lemann pode ter esquemas na Eletrobrás

A Operação Patmos, deflagrada em maio de 2017, após as gravações da JBS, que atingiram em cheio Michel Temer, ligou o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR) a interessados em privatizações elétricas, neste caso o empresário Jorge Paulo Lemann.


Em 12 de maio do ano passado, o ex-parlamentar não era mais assessor especial de Temer, era apenas deputado, mas continuava como intermediário de Temer e recebeu em seu gabinete na Câmara um e-mail que pedia ajuda para o empresário Jorge Paulo Lemann encontrar Temer. A mensagem teria partido de um representante da Fundação Lemann, Felipe Michel Braga. As informações são da Carta Capital.

Interessado na desestatização da Eletrobras, o bilionário, homem mais rico do Brasil, andou pelos corredores de lá nos últimos tempos, informaram funcionários.

Vale ressaltar que o seu fundo de investimento 3G Radar é acionista da companhia. O 3G ampliou sua fatia na Eletrobras de 4,96% para 5, 16%, em 18 de maio, seis dias após o e-mail a Loures. Em 25 de julho, Lemann mandou a clientes uma carta defendendo a privatização.


As ações da Eletrobras tendem a se valorizar com a privatização. Detalhe: segundo a revista, a propósito, na lei que mandou ao Congresso Nacional em janeiro para armar o terreno jurídico da venda da Eletrobras, o governo usou dados do 3G para defender a privatização.

Com informações de Brasil247.