Fundador do PSDB: “PEC 55 quer acabar com SUS”

No primeiro bloco do programa, o Diário do Centro do Mundo entrevista o economista e ex-ministro da fazenda Luiz Carlos Bresser Pereira. Para ele, a PEC 241 não se trata de ajuste fiscal, mas sim de uma redução do tamanho do estado. “É desmantelar o estado de bem-estar social”, afetando mais ainda a saúde pública e a educação fundamental.

Bresser Pereira critica o sistema tributário brasileiro, que é regressivo e beneficia os mais ricos e aponta uma saída para a crise financeira do país: linha especial de crédito para as empresas e juros menores.

Bob Fernandes: ‘Anistia ao Caixa II’ seria o Escândalo dos Escândalos

A “Anistia ao Caixa II” articulada dentro e fora do Congresso é o Escândalo dos Escândalos. Tramado como se fosse algo banal, normal.

Parece não existirem autores nessa articulação, e soa a tarefa impossível descobrir mentores e executores.

Rodrigo Maia, presidente da Câmara já deixou escapar algo. De resto, essa escandalosa “Anistia” parece fruto de geração espontânea.

Multiplicando-se, manchetes vão naturalizando a “Anistia”. A repetição como fato a ser consumado vai tornando-a aceitável.

Autoria sempre de uma gente sem nome: “grandes empresários”, “líderes partidários” etc.

Mas enfim alguém grande disse algo publicamente: o juiz Moro, em entrevista ao Estadão.

Disse Moro: “Sobre eventual proposta de Anistia, creio que é prudente aguardar eventual formulação concreta antes de opinar”.

Disse também ser “impensável” anistia “para crimes de corrupção ou lavagem”.

Bem, é só o que falta…

Estratégias de Manipulação em Massa. Como somos manipulados

Noam Chomsky, um linguista, filósofo e ativista político norte-americano, é professor no Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Chomsky tem dedicado parte do seu tempo à análise dos meios de comunicação de massa em “A Manipulação do Público”, livro escrito em conjunto com Edward S. Herman, explorou este tema em profundidade.




Elaborou então a lista das dez estratégias de manipulação usadas através dos meios de comunicação social. Confira!

Leandro Karnal: PEC 55/2016 (241) e a ineficácia do Estado

Em entrevista o professor da Unicamp, Leandro Karnal analisa os efeitos da PEC 241, proposta do governo Temer que congela os investimentos públicos e os salários dos servidores por 20 anos.

Confira no vídeo abaixo:

Os três intelectuais progressistas brasileiros que ganharam as redes sociais

Por Pedro Zambarda de Araujo, DCM

Antenados com as redes sociais e presentes em eventos nacionais e globais, três intelectuais mobilizam e conseguem convidar os jovens a refletirem sobre política, dia a dia e educação.


Eles têm livros nas listas dos mais vendidos e falam de temas variados, de marxismo a futebol e relacionamento amoroso.

Clóvis de Barros Filho é formado em Direito pela Universidade de São Paulo e em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, com um mestrado em ciência política na Sorbonne e dois doutorados, um também em Direito na França e em ciências da comunicação no Brasil.

Pesquisou a Constituição de 1988 e o pensamento do sociólogo francês Pierre Bourdieu, que realça as importância da prática na vida comum e a construção de representações simbólicas. Ele ministra aulas na USP e na Casa do Saber. Foi coordenador de cursos de mestrados na ESPM por dois anos, entre 2006 e 2008.

Formado pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), o historiador Leandro Karnal fez doutorado na USP com o tema “formas de representação religiosa no Brasil e no México durante o século 16”. É professor na Unicamp e atualmente é um dos colunistas mais lidos no jornal O Estado de S.Paulo, num espaço que estreou em julho deste ano.

Mario Sergio Cortella é professor na PUCSP, com formação em filosofia pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora Medianeira. Fez mestrado e doutorado pela mesma PUC em “filosofia como produção histórica” e epistemologia, a teoria do conhecimento. É um pensador brasileiro muito vinculado com a questão da educação no Brasil e estuda, desde a graduação, como o liberalismo, o marxismo e a doutrina religiosa se envolvem com a sociedade.

Os três são best-sellers nas livrarias, em obras conjuntas ou em trabalhos separados. “A vida que vale a pena ser vivida” é o livro mais vendido de Clóvis de Barros, com 200 mil exemplares, embora o campeão no mercado seja Mario Sergio Cortella com “Qual tua obra? – Inquietações propositivas sobre ética” na marca de circulação de 500 mil. Leandro Karnal aparece com a obra “Pecar e Perdoar: Deus e o homem na história”, com 20 mil cópias vendidas.

Nascido em Londrina, Cortella se define como um homem de esquerda, é fã do ex-presidente Lula e afirmou no Jornal da TV Cultura que Dilma Rousseff foi a presidente que mais combateu a corrupção.

No Facebook, tem quase 700 mil curtidas e lançou um trabalho recente com Gilberto Dimenstein, o diretor do portal Catraca Livre, sobre curadoria de conteúdo na internet.

O gaúcho Leandro Karnal se define mais como uma pessoa de centro, nem de esquerda e nem de direita, apesar de criticar os reacionários nas redes sociais e os analfabetos funcionais. Ele escreveu no Facebook em setembro: “Eu dou aula há 34 anos, logo, problemas de interpretação de texto são antigos conhecidos. Hoje encerro o domingo espantado. Escrevi na minha coluna: ‘São os fatos e posições do presente que dizem se Che Guevara foi um herói (o ‘maior homem da história’ para Sartre) ou um canalha assassino (para outros)’. Já recebi mais de cem mensagens gritando e me insultando por eu ‘defender’ Che Guevara. Vários perguntam se eu não sei que ele matou pessoas. Sim, eu sei, provavelmente mais do que os que reclamam! Releio o que eu escrevi 10 vezes para ver se há algo assim. Não encontro. Será analfabetismo galopante, má fé, imbecilidade estrutural ou a palavra Che Guevara interrompe o fluxo neuronial?”.

No Estadão, seus leitores continuaram falando bobagens sobre o texto, mas, nas redes sociais com seus mais de 600 mil fãs, Karnal é querido dos progressistas justamente por ter uma postura ponderada.

Em sua participação mais recente no programa Roda Viva, posicionou-se contra a ideia de “Escola Sem Partido” da direita. Ele também chamou abertamente numa palestra os leitores da revista Veja de “fascistas”.


Clóvis de Barros dá entrevistas à Globo e aos grandes meios de comunicação, mas defende abertamente a leitura crítica de Karl Marx e uma visão crítica sobre os “pobres de direita”. O comunicador conversa com mais de 170 mil seguidores no Facebook.

Segundo a lista de livros mais vendidos da revista Veja em novembro, Karnal e Clóvis de Barros aparecem na quarta colocação entre os livros de não-ficção com “Felicidade ou Morte”. Na sétima posição do mesmo ranking, Karnal e Cortella assinam um livro com o conservador Luiz Felipe Pondé e o jornalista Gilberto Dimenstein chamado “Verdades e Mentiras: Ética e Democracia no Brasil”.

Pondé e Karnal participaram de um Roda Viva com YouTubers e influenciadores digitais. Karnal exemplificou, por exemplo, como é necessário ter alguma leitura antes de manifestar opiniões na internet.

Karnal, Cortella e Clóvis de Barros fazem palestras que reúnem entre 500 e 3 mil pessoas. As reproduções dos vídeos das palestras na internet reúnem milhões de visualizações.

O sinal mais claro de que eles estão no caminho certo é que Olavo de Carvalho os chamou de “analfabetos funcionais”. Num país que onde energúmenos seguram cartazes onde se lê “Olavo tem razão”, ter este trio fazendo sucesso ao defender um pensamento consistente e progressista é uma luz no fim do túnel.

Wagner Moura denuncia “Estado de Exceção” no governo Temer

Wagner Moura repudia ação totalmente arbitrária da Polícia Civil do Estado de São Paulo, hoje, na Escola Nacional Florestan Fernandes, centro de formação do MST – Movimento dos Trabalhadores Sem Terra: “Não há dúvidas que vivemos num Estado de Exceção”. Confira vídeo:

Temer suspende programa nacional de combate ao analfabetismo

Com uma das piores taxas de analfabetismo da América do Sul e sem cumprir compromissos internacionais na área, o Brasil interrompeu o programa federal que ensina jovens e adultos a ler e escrever.


Ao todo, 13 milhões no país não sabem decifrar nem um bilhete simples, o equivalente a 8,3% da população com 15 anos ou mais. Esse contingente era alvo do Brasil Alfabetizado, executado por Estados e municípios com verba do governo federal.

O Ministério da Educação afirma que o programa está em execução, mas prefeituras e governos estaduais relatam um bloqueio no sistema da pasta que impede o cadastro de alunos -o que inviabiliza o início de novas turmas.

A interrupção do programa foi confirmada pelo ministério a uma cidadã que o questionou sobre o tema por meio da Lei de Acesso à Informação. “Até o momento não há previsão de reabertura do Sistema Brasil Alfabetizado para ativação de novas turmas”, respondeu, em junho, a pasta chefiada pelo ministro Mendonça Filho (DEM).

Atualmente, só os alunos cadastrados antes desse bloqueio do sistema estão frequentando as aulas. De acordo com o ministério, são 168 mil no atual ciclo, iniciado em outubro do ano passado.

O número explicita o encolhimento do programa. Relatórios da pasta mostram que, até 2013 (dados mais recentes), eram ao menos 1 milhão de atendidos ao ano.

Folha de S.Paulo

A história que a Globo não te contou, FHC acabou com o Brasil

Fernando Henrique Cardoso se gaba que as mudanças começaram no seu governo, abaixo apresentamos algumas reportagens da época que provam o contrario. Elas por si falam, qualquer cidadão por mais ingênuo que seja consegue tirar suas conclusões.

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Segundo o Banco Mundial, (worldbank1) o PIB do Brasil, que era de 534 bilhões de dólares, em 1994, caiu para 504 bilhões de dólares, quando Fernando Henrique Cardoso deixou o governo, oito anos depois.


Para subir, extraordinariamente, destes 504 bilhões de dólares, em 2002, para 2 trilhões, 346 bilhões de dólares, em 2014, último dado oficial levantado pelo Banco Mundial, crescendo mais de 400% em dólares, em apenas 11 anos, depois que o PT chegou ao poder.

E isso, apesar de o senhor Fernando Henrique Cardoso ter vendido mais de 100 bilhões de dólares em empresas brasileiras, muitas delas estratégicas, como a Telebras, a Vale do Rio Doce e parte da Petrobras, com financiamento do BNDES e uso de “moedas podres”, com o pretexto de sanear as finanças e aumentar o crescimento do país.

Com a renda per capita ocorreu a mesma coisa. No lugar de crescer em oito anos, a renda per capita da população brasileira, também segundo o Banco Mundial – (worldbank2) – caiu de 3.426 dólares, em 1994, no início do governo, para 2.810 dólares, no último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2002. E aumentou, também, em mais de 400%, de 2.810 dólares, para 11.208 dólares, também segundo o World Bank, depois que o PT chegou ao poder.

O salário mínimo, que em 1994, no final do governo Itamar Franco, valia 108 dólares, caiu 23%, para 81 dólares, no final do governo FHC e aumentou em três vezes, para mais de 250 dólares, agora.

As reservas monetárias internacionais – o dinheiro que o país possui em moeda forte – que eram de 31,746 bilhões de dólares, no final do governo Itamar Franco, cresceram em apenas algumas centenas de milhões de dólares por ano, para 37.832 bilhões de dólares – (worldbank3) nos oito anos do governo FHC.

Nessa época, elas eram de fato, negativas, já que o Brasil, para chegar a esse montante, teve que fazer uma dívida de 40 bilhões de dólares com o FMI.

Depois, elas se multiplicaram para 358,816 bilhões de dólares em 2013, e para 370,803 bilhões de dólares, em dados de ontem (Bacen), transformando o Brasil de devedor em credor do FMI, depois do pagamento total da dívida com essa instituição em 2005, e de emprestarmos dinheiro para o Fundo Monetário Internacional, quando do pacote de ajuda à Grécia em 2008.

E, também, no terceiro maior credor individual externo dos EUA, segundo consta, para quem quiser conferir, do próprio site oficial do tesouro norte-americano -(usa treasury).

O IED – Investimento Estrangeiro Direto, que foi de 16,590 bilhões de dólares, em 2002, no último ano do Governo Fernando Henrique Cardoso, também subiu mais de quase 400%, para 80,842 bilhões de dólares, em 2013, depois que o PT chegou ao poder, ainda segundo dados do Banco Mundial: (worldbank4), passando de aproximadamente 175 bilhões de dólares nos anos FHC (mais ou menos 100 bilhões em venda de empresas nacionais) para 440 bilhões de dólares entre 2002 e 2014.

A dívida pública líquida (o que o país deve, fora o que tem guardado no banco), que, apesar das privatizações, dobrou no Governo Fernando Henrique, para quase 60%, caiu para 35%, agora, 11 anos depois do PT chegar ao poder (aqui).

Quanto à questão fiscal, não custa nada lembrar que a média de déficit público, sem desvalorização cambial, dos anos FHC, foi de 5,53%, e com desvalorização cambial, de 6,59%, bem maior que os 3,13% da média dos anos que se seguiram à sua saída do poder; e que o superavit primário entre 1995 e 2002 foi de 1,5%, muito menor que os 2,98% da média de 2003 e 2013 – segundo Ipeadata e o Banco Central.


E, ao contrário do que muita gente pensa, o Brasil ocupa, hoje, apenas o quinquagésimo lugar do mundo, em dívida pública, em situação muito melhor do que os EUA, o Japão, a Zona do Euro, ou países como a Alemanha, a França, a Grã Bretanha – cujos jornais adoram ficar nos ditando regras e “conselhos” – ou o Canadá (economichelp).

Também ao contrário do que muita gente pensa, a carga tributária no Brasil caiu ligeiramente, segundo Banco Mundial, de 2002, no final do governo FHC, para o último dado disponível, de dez anos depois (worldbank5), e não está entre a primeiras do mundo, assim como a dívida externa, que caiu mais de 10 pontos percentuais nos últimos dez anos, e é a segunda mais baixa, depois da China, entre os países do G20 (quandl).

PEC 241, mais uma farsa

Novamente o governo Temer avança no seu projeto neoliberal ao propor no congresso a votação da PEC 241. Essa PEC estabelece um novo regime fiscal, proposto pelo ministro da fazenda, Henrique Meirelles, determinando que nenhum investimento nas áreas sociais pode ser superior ao reajuste inflacionário.

Isso significa que nenhum centavo novo vai chegar para construir escolas, pré-escolas, creches, melhorar as universidades públicas, a educação básica, o salário dos professores. Em resumo, a PEC 241/2016 praticamente inviabiliza as metas e estratégias do Plano Nacional de Educação 2014–2024 (Lei 13.005/2014).

Ao mesmo tempo em que a arrecadação fiscal do governo sofre uma das maiores quedas em décadas, os repasses federais para a Editora Globo, que edita a revista Época, dispararam 586%, na comparação de janeiro/agosto de 2016 com o ano inteiro de 2015.

Na média mensal, o crescimento foi de mais de 900%.

Os repasses ao Infoglobo, responsável pelo jornal O Globo, cresceram 120% este ano; na média mensal, o crescimento foi de 230%.

Realmente, o discurso de austeridade fiscal do governo vale apenas quando se trata de cortar investimentos em educação, saúde e aposentadoria do pobre; não para as mamatas da Globo, Folha, Estadão e Abril, os quatro cavaleiros do golpe.

Em defesa da educação

Universidade pública, garantia de acesso a educação de qualidade
Universidade pública, garantia de acesso a educação de qualidade

Há no Brasil dois movimentos em curso. Um é a reforma do ensino médio, apresentada pelo presidente Michel Temer no último dia 22, a MP do ensino médio flexibiliza os currículos e amplia progressivamente a jornada escolar.

Os professores da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação estão perplexos com a falta de diálogo com a classe para apresentação desta medida.

Também contrário à MP, o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, apresentou dados de pesquisas de opinião dos estudantes que apontam que os alunos querem no ensino médio justamente os conteúdos que a MP retira, como artes e educação física.

A MP não prevê recursos suficientes para a ampliação da jornada. Em meio à crise econômica e arrecadatória, isso acaba sendo um problema que cria expectativa que não pode cumprir. A MP altera a lei do Fundeb [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação], concentrando recursos para estados e redes estaduais, prejudicando o ensino infantil e fundamental, o orçamento dos municípios.

O outro movimento é apresentação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que impõe um teto ao crescimento dos gastos públicos, impactando diretamente nos recursos para a educação pública.

Todos os profissionais dos Institutos Federais estão mobilizados em defesa da educação pública e da sobrevivência da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. #ForaTemer