Jornal Suiço fala de vida de luxo de Marcela Temer e funcionários para a família com dinheiro do contribuinte

Um dia após a consumação do golpe no Brasil, o jornal suíço “Tagesanzeiger”, ironiza o mais famoso ‘conto de fadas’ brasileiro: Die brasilianische Marie Antoinette.


Marcela Temer é comparada à rainha francesa Maria Antonieta, cujos hábitos extravagantes, de luxo e riqueza, contrastavam com a miséria a que o povo fora submetido.

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Crise? Câmara aumenta o número de cargos de confiança

Sem alarde, o novo comando da Câmara prepara, a toque de caixa, mudanças na estrutura administrativa da Casa para garantir aos deputados o direito de contratar mais funcionários de sua confiança e ampliar as vagas destinadas às lideranças partidárias.


A manobra, que deve inicialmente criar de 200 a 300 novos cargos de livre nomeação, faz parte das promessas de campanha da chapa vencedora, do atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Os parlamentares têm pressa em aprovar as modificações, que também estão atreladas à distribuição das comissões, a serem instaladas nos próximos dias.

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Moro se nega a absolver Marisa Letícia

O juiz Sergio Moro, que conduz a Lava Jato, se negou a absolver a ex-primeira-dama, recentemente falecida, Marisa Letícia. “Diante da lei e pela praxe, cabe diante do óbito somente o reconhecimento da extinção da punibilidade, sem qualquer consideração quanto à culpa do acusado falecido em relação à imputação”, disse Moro.


Segundo os advogados do ex-presidente Lula, no entanto, ele afrontou a lei, ao deixar de declarar sua inocência.

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Se a justiça fosse séria, Aécio Neves já estaria preso

O lobista Fernando Horneaux Moura, condenado a 16 anos e dois meses de prisão no âmbito da Lava Jato, participou de acareação com o ex-diretor da Engenharia de Furnas Dimas Fabiano Toledo no inquérito que apura o suposto envolvimento do senador Aécio Neves (PSDB) em um esquema de corrupção na estatal de energia.



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Marcelo Odebrecht confirma encontro com Temer em 2014 no Jaburu

O empreiteiro Marcelo Odebrecht confirmou hoje ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que jantou com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu, em Brasília, durante a campanha presidencial e que discutiu com ele uma contribuição para a campanha eleitoral de 2014.




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Governo planeja arrecadar R$ 300 milhões com novo imposto sobre Netflix

Parece que o novo ISS, aprovado no final de dezembro do ano passado, não será o único imposto devido por serviços de streaming ao Estado brasileiro. O governo federal estuda cobrar uma nova taxa de empresas como Netflix e Spotify, dessa vez através da Agência Nacional do Cinema (Ancine).




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Janot quer ouvir Aécio no mensalão de Furnas

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao ministro do STF Gilmar Mendes que o senador Aécio Neves (PSDB) preste depoimento sobre o esquema de corrupção e propina em Furnas. O pedido da PGR é foi aberto com base na delação de Delcídio do Amaral.




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Vacina cubana contra HIV demonstra eficácia em testes com humanos

A pesquisadora do CIGB (sigla em espanhol para Centro de Engenharia e Biotecnologia) de Havana apresentou os resultados preliminares dos testes com humanos durante o primeiro congresso BioProcess Cuba 2017, realizado em na cidade cubana de Camaguey na última semana.


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A misteriosa sociedade de José Roberto Marinho com Marcos Yunes

(Na foto, Marcos Yunes, filho de José Yunes, o “amigo de Temer”)




O Cafezinho teve acesso a um documento interessante, seguindo a trilha de reportagem iniciada pelo blog do Rovai, que por sua vez se baseou em post e documentos divulgados pelo blog Tabapuã Papers.

É o documento (ver abaixo) oficial de criação da empresa Marau Administração de Bens, que integra um conjunto de documentos divulgados pelo Tabapuã Papers.

Nela, figuram como sócios, entre outros, José Roberto Marinho, um dos donos da Globo, Marcos Yunes – filho do “amigo de Temer” e ex-assessor presidencial, José Yunes -, e a offshore Shadowscape Corporation, que aparece no Panama Papers, um dos maiores vazamentos do mundo de contas em paraísos fiscais.

Nos documentos, ainda constam informações sobre empresas do próprio Michel Temer, em sociedade com José Yunes.

Os negócios de Yunes são familiares, sempre envolvendo seus filhos. A sociedade entre José Roberto Marinho e o filho de José Yunes, portanto, é uma ligação direta entre o dono da Globo e o “amigo de Temer”.

A figura chave do rolo é José Yunes, um importante empresário paulista, que foi chamado para trabalhar no governo Temer, como assessor presidencial, logo após o impeachment. É um antigo amigo de Michel Temer, e, recentemente, produziu enorme rebuliço, ao dar entrevista ao blog de Lauro Jardim, afirmando que havia comentado com o presidente Michel Temer sobre o tal “pacote” que Lucio Funaro, a mando da Odebrecht, havia deixado em seu escritório. O pacote conteria alguns milhões de reais destinado a patrocinar a campanha dos deputados da base de Eduardo Cunha.

Um dos lados mais sujos da história do golpe pode estar por trás desse pacote.

Yunes pediu demissão após delação de Claudio Melo, executivo da Odebrecht, dizendo que este havia intermediado propina de R$ 10 milhões para eleger a bancada de Eduardo Cunha para a Câmara.

A ligação entre Yunes e a família Marinho, por enquanto, é apenas um elemento curioso do escândalo.

A lista de sócios da Marau segue abaixo:

AGNES LEOPARDI GONCALVES
ALBA MARIA JUACABA ESTEVES PINHEIRO
ALBERTO DOMINGUES VON IHERING AZEVEDO
ANDREA CAPELO PINHEIRO
ANTONIO AUGUSTO AMARAL DE CARVALHO FILHO
CHRISTOPHER ANDREW MOURAVIEFF-APOSTOL
CONSTRUTER PARTICIPACOES LTDA.
JEAN-MARC ROBERT NOGUEIRA BAPTISTA ETLIN
JOSE ROBERTO MARINHO
LUCILA CARVALHO LINS
LUIS TEREPINS
MARCOS MARIZ DE OLIVEIRA YUNES
SHADOWSCAPE CORPORATION
YS MARAU PROJETO IMOBILIARIO LTDA.

Seguimos investigando.

O problema do governo Temer: como soltar Eduardo Cunha

A lógica da política já é complicada. A da política bandida, quase indecifrável. E quando o banditismo político infiltra-se em meio às togas, aí se passa a ter de raciocinar com o pressuposto do crime e da conspiração nas próprias instituições, já não apenas nos homens.



Há muita gente achando que a súbita sinceridade de José Yunes, dispondo-se a fazer o papel de velho “bobo”, é parte de uma estratégia que aceita degolar o entorno de Temer – Geddel já foi, Moreira Franco é um morto-vivo político (mesmo antes, prestava-se mais a negócios, para o que hoje está interditado) e Eliseu Padilha agora só vai ficar a salvo enquanto permanecer no hospital.

O PSDB vai se assenhoreando do governo de fato e o PMDB vai sendo “escanteado”.

Mas há um problema na “transição tucana” do Governo Temer.

Está em Curitiba e chama-se Eduardo Cunha.

Como dito no post anterior, Cunha provou ter nas mangas todos os trunfos de intimidade com esquemas financeiros de Michel Temer e mostra a ponta das cartas quase que como a gritar por ser libertado, com o ressentimento de um vitorioso no golpe que foi descartado logo ao início do pós-golpe.

Talvez os episódios de ontem – a confissão de Yunes e a nomeação de Osmar Serraglio, ex-homem de confiança de Cunha, para o Ministério da Justiça – sejam parte da solução do “problema”.

Solução que parece ter começado a evidenciar-se com a fala de Gilmar dizendo que o STF tem um encontro “com as alongadas prisões de Curitiba”.

A dificuldade é “combinar com os russos” da opinião pública.

Soltar Cunha será um escândalo que razão jurídica alguma conseguirá abafar, pois “venderam” ao país que prisão preventiva, dependendo de quem, pode ser eterna. De forma mais simples: que a prisão precisa mais de razões morais do que legais.

Soltar Cunha é também dizer adeus a uma estratégia que está, hoje, meio em banho-maria: a de prender Lula.

Depois de terem “perdido o timing“, como disse aquele delegado falastrão, para prendê-lo, o que vem se desenhando é acelerar os processos e levar o caso logo à condenação – ou alguém duvida que o veredito de Moro já está pronto, devidamente retocado com honras de estilo e falsa erudição, para ficar como documento histórico do “anjo vingador” e confirmar a sentença em 2ª instância, no Tribunal Regional Federal, onde “tá tudo dominado” e pronto a correr em altíssima velocidade.

Ainda assim. complicado, porque a condenação em segunda instância, pelo novo e feroz entendimento do Supremo, leva à prisão do já então candidato Lula. Implicará numa cassação e na cassação do favorito na disputa eleitoral.

Estamos nos movendo no terreno pantanoso da traição, dos acordos secretos, da mancebia entre política e Justiça.

Tudo é imensamente imprevisível e, ao mesmo tempo, evidente.

Somos governados por uma associação de quadrilhas e falta pouco, muito pouco, para que a própria Justiça seja uma delas.

Por Fernando Brito – Do Tijolaço