Promessa de Doria, pobres em “hospitais de rico” citados por Doria representam 4% de exames do Corujão

Eram 13h do dia 21 de fevereiro, uma terça-feira, quando o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), discursava para uma plateia de “empresários, políticos e autoridades”, segundo a organizadora do evento Conexão Empresarial, a VB Comunicação, em Nova Lima (24 km de Belo Horizonte).


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Fundador do PSDB diz que tucanos estão envolvidos em corrupção mas não são investigados

Um dos fundadores do PSDB, o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira gravou um vídeo no qual faz críticas à Operação Lava Jato e diz que as investigações têm “um viés muito forte contra o PT”. O ex-tucano ocupou cargos de ministro nos governos dos ex-presidentes José Sarney e Fernando Henrique Cardoso.


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Se a justiça fosse séria, Aécio Neves já estaria preso

O lobista Fernando Horneaux Moura, condenado a 16 anos e dois meses de prisão no âmbito da Lava Jato, participou de acareação com o ex-diretor da Engenharia de Furnas Dimas Fabiano Toledo no inquérito que apura o suposto envolvimento do senador Aécio Neves (PSDB) em um esquema de corrupção na estatal de energia.



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O problema do governo Temer: como soltar Eduardo Cunha

A lógica da política já é complicada. A da política bandida, quase indecifrável. E quando o banditismo político infiltra-se em meio às togas, aí se passa a ter de raciocinar com o pressuposto do crime e da conspiração nas próprias instituições, já não apenas nos homens.



Há muita gente achando que a súbita sinceridade de José Yunes, dispondo-se a fazer o papel de velho “bobo”, é parte de uma estratégia que aceita degolar o entorno de Temer – Geddel já foi, Moreira Franco é um morto-vivo político (mesmo antes, prestava-se mais a negócios, para o que hoje está interditado) e Eliseu Padilha agora só vai ficar a salvo enquanto permanecer no hospital.

O PSDB vai se assenhoreando do governo de fato e o PMDB vai sendo “escanteado”.

Mas há um problema na “transição tucana” do Governo Temer.

Está em Curitiba e chama-se Eduardo Cunha.

Como dito no post anterior, Cunha provou ter nas mangas todos os trunfos de intimidade com esquemas financeiros de Michel Temer e mostra a ponta das cartas quase que como a gritar por ser libertado, com o ressentimento de um vitorioso no golpe que foi descartado logo ao início do pós-golpe.

Talvez os episódios de ontem – a confissão de Yunes e a nomeação de Osmar Serraglio, ex-homem de confiança de Cunha, para o Ministério da Justiça – sejam parte da solução do “problema”.

Solução que parece ter começado a evidenciar-se com a fala de Gilmar dizendo que o STF tem um encontro “com as alongadas prisões de Curitiba”.

A dificuldade é “combinar com os russos” da opinião pública.

Soltar Cunha será um escândalo que razão jurídica alguma conseguirá abafar, pois “venderam” ao país que prisão preventiva, dependendo de quem, pode ser eterna. De forma mais simples: que a prisão precisa mais de razões morais do que legais.

Soltar Cunha é também dizer adeus a uma estratégia que está, hoje, meio em banho-maria: a de prender Lula.

Depois de terem “perdido o timing“, como disse aquele delegado falastrão, para prendê-lo, o que vem se desenhando é acelerar os processos e levar o caso logo à condenação – ou alguém duvida que o veredito de Moro já está pronto, devidamente retocado com honras de estilo e falsa erudição, para ficar como documento histórico do “anjo vingador” e confirmar a sentença em 2ª instância, no Tribunal Regional Federal, onde “tá tudo dominado” e pronto a correr em altíssima velocidade.

Ainda assim. complicado, porque a condenação em segunda instância, pelo novo e feroz entendimento do Supremo, leva à prisão do já então candidato Lula. Implicará numa cassação e na cassação do favorito na disputa eleitoral.

Estamos nos movendo no terreno pantanoso da traição, dos acordos secretos, da mancebia entre política e Justiça.

Tudo é imensamente imprevisível e, ao mesmo tempo, evidente.

Somos governados por uma associação de quadrilhas e falta pouco, muito pouco, para que a própria Justiça seja uma delas.

Por Fernando Brito – Do Tijolaço

Caso Banestado: Senador Requião relembra maior roubo do Brasil

O senador Roberto Requião fez um duro pronunciamento sobre a mãe de todas as corrupções.


Não foi mensalão, não foi petrolão.

Foi o Banestado.

(Na época, a imprensa não dava apelido com “ão”, não fazia infográficos, charges, não fazia campanha).

Os desvios chegaram a mais de US$ 124 bilhões, ou quase R$ 500 bilhões.

Calculem aí quem souber o quanto isso significaria hoje, contabilizando a inflação.

O próprio Requião lembra que o valor correspondia a bem mais do que as reservas internacionais do Brasil.

É um escândalo totalmente tucano, mas nenhum tucano foi preso.

O juiz do caso foi Sergio Moro, alguns procuradores eram os mesmos da Lava Jato. Não fizeram nada.

Moro soltou Youssef, o principal doleiro do escândalo, e Youssef voltou a roubar.

Discurso de Roberto Requião.

Senhoras e senhores senadores,

Quero aproveitar hoje esse clima justiceiro que faz arder em santa ira os corações dos que levantam as bandeiras do civismo e da luta contra a corrupção, para lembrar o maior escândalo, o escândalo-mãe de todas as vergonhas e malfeitos recentes.

Vou relembrar aqui o caso Banestado, devassa feita entre os anos 1966 e 2002, época em que, como se sabe, o hoje tão indigitado partido dos trabalhadores era oposição. E o PSDB, PMDB, PTB, PFL, agora DEM, eram governo.

A investigação do caso Banestado, intitulada no âmbito policial de ‘Operação Macuco’, foi a maior investigação criminal do país de todos os tempos, e a precursora de outras grandes operações que se sucederam nas gestões dos presidentes lula e Dilma.

O caso Banestado começou na delegacia da Polícia Federal de foz do Iguaçu, para apurar o uso irregular das contas CC5 do banco, conforme menção do relatório final da CPI dos Precatórios, tendo, à época, contado com o entusiasmo e a colaboração do procurador da República Celso Três.

Em depoimento, Juiz Moro e MP não fazem perguntas a mulher de Cunha

O juiz Sergio Moro e o Ministério Público Federal decidiram não fazer questionamentos à esposa de Eduardo Cunha, Cláudia Cruz, no processo em que ela é acusada de usufruir das contas no exterior que o ex-deputado federal teria supostamente abastecido com recursos desviados de esquemas na Petrobras.

Cláudia Cruz, por ordem de seu advogado, avisou a Moro que só iria responder as perguntas da defesa. O juiz concordou e abriu espaço para que o Ministério Público fizesse perguntas, ainda que para deixá-las apenas registradas, mas o procurador também decidiu não participar.

Moro justificou sua postura dizendo que “normalmente” não faz perguntas quando o acusado decide ficar em silêncio integralmente.

Confira vídeo abaixo:

Serra, Alckmin e Aécio Neves estão na mira dos investigadores da Lava Jato novamente

Aos amigos, tudo. Aos inimigos, a lei. Delatores deixaram de detalhar esquemas de propina pagos aos Governos de São Paulo e de Minas Gerais quando eram administrados pelo PSDB

No El País

Lava Jato deve iniciar ‘recall’ de delatores por denúncias contra o PSDB

Procuradores desconfiam que colaboradores omitiram informações sobre irregularidades em governos de São Paulo e Minas Gerais

Por Afonso Benites

Delatores que omitiram informações, propositalmente ou não, para a Operação Lava Jato serão convocados a prestar novos depoimentos nas próximas semanas. Entre eles estão representantes das empreiteiras Camargo Correa, Queiroz Galvão e Andrade Gutierrez que deixaram de detalhar supostos esquemas de propina pagos para tocarem obras de responsabilidade dos Governos de São Paulo e de Minas Gerais quando eram administrados pelo PSDB. Obras realizadas nos Governos paulistas de José Serra e Geraldo Alckmin e no mineiro de Aécio Neves estariam na mira dos investigadores.

O recall de delatores foi confirmado ao EL PAÍS, por fontes ligadas à investigação na Procuradoria Geral da República. O que chamou a atenção do grupo de trabalho que atua em Brasília foram informações que antecedem o acordo de delação premiada de executivos das empreiteiras Odebrecht e OAS citando irregularidades em obras das quais ambas participaram ao lado das demais investigadas ou nas quais foram concorrentes. Entre elas a Cidade Administrativa de Belo Horizonte (MG), as construções no Metrô de São Paulo e do Rodoanel do mesmo Estado. Outras propinas pagas para participarem de obras na gestão de Dilma Rousseff (PT) na presidência também não foram descartadas.A nova convocação coloca em risco benefícios obtidos por alguns dos delatores que já haviam assinado os acordos. Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não confirmou a existência desse recall. Falando em tese, porém, ele citou que o colaborador é obrigado a revelar todos os atos ilícitos dos quais participou, se não o fizer, pode ter sua pena aumentada e seu benefício cassado.

“Existe a possibilidade da pessoa se esquecer mesmo. Estamos falando de anos e anos que se passaram de prática de diversos atos. Agora, se for um esquecimento doloso, deliberado, pode, sim, receber pena maior, aumentar multa e até quebrar a colaboração”. No entendimento de Janot, mesmo se o benefício for suspenso, as provas apresentadas pelo delator continuam válidas.

Continuidade dos contratos

Com o impeachment de Dilma Rousseff (PT) e a assunção do grupo de Michel Temer (PMDB) apoiado pelo PSDB, parte das empreiteiras tem evitado delatar esquemas que envolvam o grupo que atualmente governa o Brasil, segundo relataram empresários a investigadores. A razão seria que essas empreiteiras precisariam seguir firmando contratos com o Governo federal e, no entendimento delas, se entregassem irregularidades de quem está no poder, dificilmente conseguiriam ser aprovadas em processos licitatórios para novas obras. Elas temem que a corrupção sistemática que por décadas predomina no poder público brasileiro ainda esteja longe de acabar, independentemente de quem esteja no comando do país.

O debate sobre a acurácia dos depoimentos de delatores voltou a ser tema nesta semana, quando vieram à tona incongruências da colaboração de Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez. À Justiça ele disse ter feito um repasse de 1 milhão de reais, que seria propina disfarçada, ao PT _o destino final do dinheiro era a campanha Dilma-Temer, de 2014. As prestações de contas, no entanto, mostraram que a soma foi enviado por meio de um cheque nominal a Michel Temer. O presidente nega que o recurso tenha origem irregular.

Bob Fernandes: ‘Anistia ao Caixa II’ seria o Escândalo dos Escândalos

A “Anistia ao Caixa II” articulada dentro e fora do Congresso é o Escândalo dos Escândalos. Tramado como se fosse algo banal, normal.

Parece não existirem autores nessa articulação, e soa a tarefa impossível descobrir mentores e executores.

Rodrigo Maia, presidente da Câmara já deixou escapar algo. De resto, essa escandalosa “Anistia” parece fruto de geração espontânea.

Multiplicando-se, manchetes vão naturalizando a “Anistia”. A repetição como fato a ser consumado vai tornando-a aceitável.

Autoria sempre de uma gente sem nome: “grandes empresários”, “líderes partidários” etc.

Mas enfim alguém grande disse algo publicamente: o juiz Moro, em entrevista ao Estadão.

Disse Moro: “Sobre eventual proposta de Anistia, creio que é prudente aguardar eventual formulação concreta antes de opinar”.

Disse também ser “impensável” anistia “para crimes de corrupção ou lavagem”.

Bem, é só o que falta…