Wikileaks diz que Michel Temer atuou como informante dos EUA

O site de vazamentos de documentos Wikileaks afirmou em sua conta no Twitter que o presidente interino Michel Temer atuou como informante da embaixada dos Estados Unidos em 2006, quando era deputado federal.


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Democracia? Trump ameaça censurar canal de televisão

Esta semana o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou seu veículo de comunicação favorito, o twitter, para ameaçar cassar a licença de um canal de televisão, a NBC News.


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Governo de Cuba envia médicos para ilhas do Caribe atingidas pelo furacão Irma

Cuba enviou médicos para várias ilhas caribenhas devastadas pelo furacão Irma.

Mais de 750 profissionais de saúde chegaram em Antígua, Barbuda, São Cristóvão, Nevis, Santa Lúcia, Bahamas, República Dominicana e Haiti.


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Moro atropela lei brasileira para atender pedido da polícia dos EUA

Por  – O Juiz Sérgio Moro determinou em 2007 a criação de RG e CPF falsos e a abertura de uma conta bancária secreta para uso de um agente policial norte-americano, em investigação conjunta com a Polícia Federal do Brasil. No decorrer da operação, um brasileiro investigado nos EUA chegou a fazer uma remessa ilegal de US$ 100 mil para a conta falsa aberta no Banco do Brasil, induzido pelo agente estrangeiro infiltrado.


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Glenn Greenwald: mídia brasileira sufoca a liberdade de imprensa

Gleen Greewnald é um dos jornalistas mais respeitados do mundo. Entretanto, continua sendo uma pessoa simples, que dá entrevistas a quem lhe pede, conversa com todos nas redes sociais, e mantém opiniões firmes sobre política, no Brasil e nos EUA.

A imprensa americana, seja conservadora, liberal ou progressista, discordando ou não de suas opiniões, respeita o Greenwald. O Washington Post, jornal conservador, acaba de publicar um artigo de opinião seu, sobre a vitória de Trump.

Aqui no Brasil, Glenn só tem dado entrevistas à mídia alternativa, porque a imprensa comercial, atolada até o pescoço no golpe, treme de pavor diante da possibilidade de que seus leitores saibam que o jornalista mais respeitado dos Estados Unidos, que vive no Brasil há muitos anos, tem uma posição firme contra o golpe de Estado, contra o governo golpista e contra uma mídia que, segundo ele, não mais pratica jornalismo e sim publicidade.

Aos coxinhas, incluindo aí jornalistas globais, que tentam mostrar Glenn como um “militante” (como se eles, os globais, não fossem militantes do golpe), basta responder que ele é ganhador não apenas do prêmio Pullitzer, o principal prêmio de jornalismo dos Estados Unidos, como também recebeu, no Brasil, o Prêmio Esso de Jornalismo, um dos mais tradicionais por aqui.

Leiam a entrevista que ele deu à uma agência de notícias vinculada ao Centro de Ensino Unificado de Brasília (Uniceub).

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Na Agência de Notícias da Uniceub

Brasil está submisso a americanos e mídia nacional é composta por facções, critica jornalista Glenn Greenwald

O governo de Michel Temer tem perdido parcela da soberania ao se tornar submisso aos interesses dos Estados Unidos. É o que acredita, e com espanto, o jornalista americano, residente no Brasil e dono do blog The Intercept, Glenn Greenwald. Além de criticar o momento atual desde o processo de impeachment da ex-chefe de Estado, Dilma Rousseff, o jornalista também faz duras críticas aos grandes conglomerados da mídia brasileira, os quais acusa de fazer “publicidade” e não jornalismo. A Agência de Notícias UniCEUB conversou com o profissional durante passagem dele por Brasília.

A diversidade e a pluralidade de opiniões são elementos essenciais ao bom jornalismo, mas para o fundador do The Intercept, os grupos de mídia no Brasil não têm exercido essas características. Ele ressalta que as “facções” controladoras dessas empresas possuem interesses muito iguais, o que afeta a produção do conteúdo.

Greenwald lembra também que a ONG Repórteres Sem Fronteiras rebaixou o Brasil para a 104ª posição no ranking de liberdade de imprensa no mundo. A organização deu dois motivos: o primeiro é o alto índice de violência contra jornalistas independentes no país. Já o segundo é o aspecto mais polêmico, pois a ONG defende que as grandes corporações de mídia pararam de se comportar como empresas jornalísticas e passaram a tentar “destruir” o governo eleito.

O jornalista conta que a entidade é respeitada no mundo por se posicionar contra ameaças a um determinado jornalista ou contra jornais e raramente intervir em problemas nacionais. “Mas neste caso, eles puderam ver que a situação aqui foi tão extrema que era necessário fazer comentários e explicitar que essa situação é contra a liberdade de imprensa”, afirma o repórter.

Com o avanço das tecnologias e o surgimento das redes sociais, mudanças na forma de se transmitir a notícia têm gerado impacto nos veículos de comunicação. Para Glenn Greenwald, agora as organizações não monopolizam as informações como “faziam” antes. “Quando você pensa que a informação no Brasil é controlada por poucas famílias e se tornaram propagandas, parece uma situação muito ruim, mas eu tenho muito otimismo com relação ao futuro”, conta.

Confira a entrevista do jornalista sobre a mídia internacional:

Impeachment

Pela segunda vez desde a redemocratização, o Brasil afastou um presidente eleito por meio do processo de impeachment. No começo, a mídia internacional lidava com a situação da ex-chefe de governo Dilma Rousseff de forma semelhante à mídia local. Diziam que o povo no Brasil não aguentava mais o governo petista e que lutava contra um governo corrupto. No entanto, o jornalista lembra que as empresas internacionais mudaram de posição. “A mídia internacional começou a olhar, não só para Lula ou Dilma, mas para quem iria ocupar o poder depois do afastamento. Mas quando começaram a olhar para Michel Temer e Eduardo Cunha, que tinham diversas acusações de corrupção, tirando uma pessoa eleita em nome da corrupção, isso ninguém conseguiu entender”.

Para o jornalista, os integrantes do novo governo acabam assumindo que foi montada uma “fraude” para levar Michel Temer ao palácio do Planalto. “Seis semanas atrás, Michel Temer foi a New York e assumiu que o processo de impeachment se deu por ideologia, porque o PT não aceitou a agenda do PMDB (Ponte para o Futuro) e a mídia simplesmente ignorou isso”.

O problema hoje está com a mídia, que segundo Greenwald, ajudou a instalar um governo mais corrupto do que o da presidente afastada em nome da corrupção. “A solução que a mídia teve até agora é simplesmente ignorar os fatos que mostram a corrupção dos membros do governo. Por exemplo, foi divulgado que o ministro José Serra recebeu 23 milhões de reais em caixa dois. A Globo não mencionou isso”.

Confira a entrevista do jornalista sobre espionagem governamental:


Submissão internacional

“Eu não entendo como a direita brasileira que gosta de mostrar força, dizer que são ‘machos’, que querem defender tudo, é totalmente submissa ao governo norte-americano. Eles querem servir”.

O repórter também acusa a atual gestão de fazer “tudo” em favor dos interesses do Estado americano. “Michel Temer é quase escravo dos Estados Unidos. Há pessoas de dentro do governo americano que não conseguem acreditar quantos benefícios eles estão recebendo (do Brasil)”, explica.

Por Lucas Valença

Na maior ‘democracia’ do mundo, metade da população não vota e a candidata com mais votos não é eleita.

Depois de uma longa e agressiva a campanha eleitoral Donald Trump, o magnata sem experiência política que para muitos representa um salto no escuro, ganhou de Hillary Clinton, uma candidata veterana, dona de uma consistente carreira pública.

Um resultado que causou perplexidade em todo o mundo.

A surpresa foi maior após a constatação de que as pesquisas de opinião erraram. E mais: a apuração mostra que Hillary perdeu a Presidência mesmo recebendo 337.636 votos a mais que Trump.

Até a manhã desta sexta-feira, de acordo com a agência de notícias americana AP, a democrata tinha 60.274.974 votos e o republicano, 59.937.338.

A apuração ainda não terminou nos estados de Michigan (com projeção de vitória de Trump) e New Hampshire (projeção para Hillary).

Essa disparidade ocorre porque a eleição para presidente dos Estados Unidos é indireta.

Afinal, em quem vota o cidadão comum?

Isso significa que o apoio do cidadão comum na realidade escolhe o voto do Colégio Eleitoral, que é formado por 538 eleitores procedentes de todos os Estados e da capital federal, Washington.

De acordo com o número de habitantes, cada Estado elege um número determinado de membros do Colégio Eleitoral, que representam proporcionalmente a população dos EUA.

Mas, na maior parte dos Estados, o candidato que consegue a maioria dos votos populares leva todos os votos correspondentes no Colégio Eleitoral.

Com isso, para vencer é preferível ganhar em muitos Estados – mesmo que seja por apenas um voto de vantagem – do que em poucos deles com uma vantagem de milhares de votos. Foi o que aconteceu com Hillary.

 Embora tenha recebido mais votos populares que Donald Trump, a democrata só venceu em 20 Estados e na capital federal, o que representa 228 votos correspondentes no Colégio Eleitoral.

Trump, por sua vez, venceu em 29 Estados e somou 290 votos no Colégio Eleitoral: 20 a mais que os 270 necessários para se eleger presidente.

Quinta derrota de um vencedor do voto popular

Para quem está habituado com o sistema de eleição direta, a escolha do presidente de um país por meio do Colégio Eleitoral pode parecer injusta e antidemocrática.

Se a tendência atual for confirmada ao fim da apuração em todos os Estados, esta será a quinta vez que um candidato a presidente ganha no voto popular, mas é derrotado no Colégio Eleitoral.

A última vez em que isso ocorreu foi no ano 2000, quando o democrata Al Gore perdeu a para o republicano George W. Bush, apesar de ter uma vantagem de mais de 500 mil votos.

Os defensores desse sistema indireto afirmam que ele evita que os candidatos ignorem os Estados pequenos e as áreas rurais em detrimento das grandes capitais, além de obrigá-los a buscar apoio em todo o país.

Já os críticos argumentam que na prática os candidatos acabam concentrando suas forças na Flórida e em Ohio, por exemplo, considerados decisivos porque seus eleitores não são fiéis a nenhum dos dois grandes partidos (são parte dos chamados “swing states”).

Embora pesquisas mostrem que a maior parte da população americana é favorável ao sistema de eleição presidencial direta, é pouco provável que haja uma mudança tão cedo.

A última vez que o Congresso dos EUA discutiu o assunto seriamente foi em 1934, quando uma proposta de eliminar o Colégio Eleitoral foi derrotada por apenas dois votos.

Fonte: BBC BRASIL.com