Sérgio Moro sumiu da mídia sem deixar vestígios. O que houve?

Muita gente deve estar fazendo a mesma pergunta: Cadê Sérgio Moro? O juiz, herói nacional, orgulho do Brasil, sério candidato a “gênio da raça”, sumiu de repente. Até anteontem, todos os dias ele estava na mídia, às vezes em vídeos extraindo confissões com seu boticão judicial, ou em áudio, conduzindo depoimentos com mão de ferro, como o de Lula.


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Zanin: Ao arrolar novas testemunhas, MPF admite que não tem provas

“A inocência do ex-presidente Lula foi comprovada pelo depoimento das 73 testemunhas ouvidas, no caso do triplex, sob o compromisso de dizer a verdade. Ao arrolar novas testemunhas, o Ministério Público Federal reconheceu que não dispõe de prova da acusação formulada contra Lula”, diz a nota assinada por Zanin.


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A “República de Curitiba” continua com seu quintal imundo, diz procurador do MPF

O slogan “República de Curitiba: aqui a lei se cumpre” vem sendo usado pelos curitibanos como uma manifestação de orgulho pelo pertencimento a uma suposta ilha de seriedade num país tomado pela impunidade. Paradoxalmente, enquanto para alguns a Lava Jato curitibana promoveu uma faxina no país, a cidade continuou com seu quintal imundo, pois os casos de corrupção local sempre acabaram em pizza.


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Revista científica americana, Foreign Affairs: Lula não está tendo julgamento justo e sim perseguição

Tradução do título: “Ele merece um julgamento justo, não perseguição”
Se alguém puder traduzir, publique nos comentários, por favor. Depois trazemos a tradução para o post. Não vale tradução automática, que mais confunde do que ajuda.



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Cabral delata 97 membros do Judiciário. Pena seria aposentadoria compulsória de 30 mil mensais

Cabral delata 97 membros do Judiciário, entre juízes, desembargadores, Procuradores e outros, no entanto cabe dizer que se eles forem punidos a pena máxima é aposentadoria compulsória com salário de 30 mil reais mês, sem a lei que pune o abuso de autoridade isso continuará:


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Menino envia carta a juiz que liberou presa para viver últimos dias em casa

A decisão de um juiz de execuções penais de libertar uma presa em estado terminal para que pudesse passar os últimos dias de vida em casa, ao lado da família, motivou o filho dela, um menino de 11 anos, a escrever uma mensagem ao magistrado, enviada pela internet. O caso aconteceu em Joinville, no Norte de Santa Catarina.


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Moro se nega a absolver Marisa Letícia

O juiz Sergio Moro, que conduz a Lava Jato, se negou a absolver a ex-primeira-dama, recentemente falecida, Marisa Letícia. “Diante da lei e pela praxe, cabe diante do óbito somente o reconhecimento da extinção da punibilidade, sem qualquer consideração quanto à culpa do acusado falecido em relação à imputação”, disse Moro.


Segundo os advogados do ex-presidente Lula, no entanto, ele afrontou a lei, ao deixar de declarar sua inocência.

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A estranha relação entre juízes e políticos brasileiros

Em meio ao julgamento pela Justiça Eleitoral de processo de cassação da chapa presidencial, o presidente Michel Temer incluiu na comitiva oficial para Portugal o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes.




O ministro acompanhou o presidente em viagem para o funeral do ex-presidente português Mário Soares, marcado para esta terça-feira (10).

Porém, Gilmar Mendes, não vê nenhuma incompatibilidade entre o fato de estar presidindo um processo de cassação do presidente da República e ter aceitado o convite deste para integrar a comitiva presidencial.

Apesar de ter embarcado com a comitiva, o ministro não participou do funeral. A assessoria explicou que o ministro se sentiu mal. Ainda segundo a assessoria, Gilmar decidiu continuar em Portugal até o fim do mês para continuar aproveitando as férias.

Chamou atenção também o fato dos jornais Estadão e Folha de São Paulo não terem dado cobertura ao fato. Apenas a Globo, de forma discreta, refletiu o sentimento de vergonha que nos assola num ambiente político que permite a convivência da “Democracia” com o Gilmar.

Juiz Sérgio Moro e Tucanos

Em dezembro de 2016, foi a vez do juiz Sérgio Moro protagonizar momentos de intimidades com políticos tucanos em evento da revista Istoé. 

Por ser um juiz de primeira instância, Moro não poderia investigar Aécio, mas a boa convivência de entre os dois chama a atenção por conta dos diferentes perfis públicos. Em geral, Moro busca transmitir em suas aparições e manifestações uma imagem austera, exemplar de como um funcionário público engajado no combate à corrupção deve se postar.

Ídolo de manifestantes contra a corrupção, em especial a corrupção do PT, Moro se tornou uma espécie de reencarnação de Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo alçado à condição de herói após liderar as condenações dos políticos envolvidos com o “mensalão”. Nos últimos meses, Moro vem se tornando uma figura messiânica e, no último domingo, um manifestante chegou a classificá-lo de “segundo filho” de Deus. 

Aécio, ao contrário, é uma figura cuja imagem tem sido duramente afetada desde outubro de 2014, quando perdeu as eleições presidenciais para Dilma Rousseff. O tucano já foi citado por pelo menos cinco delatores diferentes da Lava Jato, entre eles o ex-senador Delcídio do Amaral; o doleiro Alberto Youssef; um de seus entregadores de dinheiro, Carlos Alexandre de Souza Rocha, o “Ceará” (ambos casos arquivados); do lobista Fernando Moura, ligado ao PT; e do ex-deputado do PP Pedro Corrêa. 

Enquanto isso ficamos na espera de imparcialidade por parte do judiciário, e que todos os responsáveis por praticar corrupção sejam realmente punidos.

Ativismo do Judiciário Brasileiro 

Para ilustrar melhor esta discussão assista ao vídeo da professora Marjorie Marona, aonde ela fala sobre a influência da política no sistema de Justiça e do ativismo judiciário no Brasil. Ela comenta como se deu a divisão entre os poderes no Brasil a partir da Constituição de 1988. a partir de alguns fatos da Lava Jato, a professora comenta algumas das principais críticas à atuação da Justiça no combate à corrupção. Para assistir ao vídeo, clique aqui.

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Caso Banestado: Senador Requião relembra maior roubo do Brasil

O senador Roberto Requião fez um duro pronunciamento sobre a mãe de todas as corrupções.


Não foi mensalão, não foi petrolão.

Foi o Banestado.

(Na época, a imprensa não dava apelido com “ão”, não fazia infográficos, charges, não fazia campanha).

Os desvios chegaram a mais de US$ 124 bilhões, ou quase R$ 500 bilhões.

Calculem aí quem souber o quanto isso significaria hoje, contabilizando a inflação.

O próprio Requião lembra que o valor correspondia a bem mais do que as reservas internacionais do Brasil.

É um escândalo totalmente tucano, mas nenhum tucano foi preso.

O juiz do caso foi Sergio Moro, alguns procuradores eram os mesmos da Lava Jato. Não fizeram nada.

Moro soltou Youssef, o principal doleiro do escândalo, e Youssef voltou a roubar.

Discurso de Roberto Requião.

Senhoras e senhores senadores,

Quero aproveitar hoje esse clima justiceiro que faz arder em santa ira os corações dos que levantam as bandeiras do civismo e da luta contra a corrupção, para lembrar o maior escândalo, o escândalo-mãe de todas as vergonhas e malfeitos recentes.

Vou relembrar aqui o caso Banestado, devassa feita entre os anos 1966 e 2002, época em que, como se sabe, o hoje tão indigitado partido dos trabalhadores era oposição. E o PSDB, PMDB, PTB, PFL, agora DEM, eram governo.

A investigação do caso Banestado, intitulada no âmbito policial de ‘Operação Macuco’, foi a maior investigação criminal do país de todos os tempos, e a precursora de outras grandes operações que se sucederam nas gestões dos presidentes lula e Dilma.

O caso Banestado começou na delegacia da Polícia Federal de foz do Iguaçu, para apurar o uso irregular das contas CC5 do banco, conforme menção do relatório final da CPI dos Precatórios, tendo, à época, contado com o entusiasmo e a colaboração do procurador da República Celso Três.

A foto mais obscena destes nossos tempos é da festa da IstoÉ

No futuro, essa foto, mais do que qualquer outra imagem, será a representação simbólica desses dias de caos e desesperança.

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É o instantâneo de todo o absurdo em que vivemos: um clarão sobre as personagens tétricas de uma ópera bufa patrocinada por uma revista que, hoje, é o emblema máximo da indigência moral da mídia e dos jornalistas brasileiros.

Nela, estão todas as deformações possíveis que resultaram do golpe parlamentar que derrubou uma presidenta eleita e jogou o País no lixo da História: o presidente ilegítimo, o juiz parcial, o senador patético, o governador bestial e o ministro sem sentido.

 Que o juiz da região agrícola e o senador multicitado na Lava Jato tenham sido flagrados entre sussurros e risadas, não há de admirar ninguém.

Essa intimidade obscena, protagonizada por essas duas figuras lamentáveis, em um convescote de quinta categoria, é, literalmente, o retrato da república de bananas que nos tornamos.

Publicado originalmente no Facebook de Leandro.

 

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