MBL é o maior difusor de notícias falsas, conclui pesquisa da USP

Um levantamento feito pela Associação dos Especialistas em Políticas Públicas de São Paulo (AEPPSP), com base em critérios de um grupo de estudo da Universidade de São Paulo (USP), identificou os maiores sites de notícias do Brasil que disseminam informações falsas, não-checadas ou boatos pela internet, as chamadas notícias de “pós-verdades”.


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MBL está ganhando cargos comissionados com salários milionários de governos do PSDB e PMDB

O grupo que foi um dos principais articuladores do golpe, com campanhas contra Dilma desde 2015, no ano passado lançou candidaturas pelo pais na eleição e apoiou candidatos a prefeito.


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João Doria: prefeito de São Paulo ou moleque do MBL?

André Singer é uma das grifes do jornal Folha de São Paulo, cientista político e professor da USP – seus leitores são o que se chama de “público qualificado”.
Singer deu ao prefeito João Doria a oportunidade perfeita de se apresentar como uma alternativa viável de candidatura à presidência da República. Singer fez um desafio a Doria, era o momento de Doria apresentar, se não um programa de governo, pelo menos, uma ideia central do que faria para tirar o Brasil da crise.


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Cabo eleitorais de Doria, MBL espalha mentiras sobre Dona Marisa nas redes

O Movimento Brasil Livre, que decidiu reforçar a pressão para que o prefeito de São Paulo, João Doria, dispute a Presidência da República em 2018, e inclusive fazer campanha aberta por Doria, até mesmo atacando os presidenciáveis tucanos Geraldo Alckmin e Aécio Neves, como informou nesta quinta-feira 16 a Coluna do Estadão, já se dedica a espalhar notícias falsas contra o ex-presidente Lula.


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MBL tucano: Estratégia é detonar Aécio e alavancar Doria

O Movimento Brasil Livre, conhecido por organizar manifestações contra a presidente afastada Dilma Rousseff, parece ter entrado de vez no mundo da política.


Com algumas lideranças específicas, vários candidatos para vereador e prefeito foram candidatos nas últimas eleições em 2016.

Um deles é Fernando Holiday, membro do grupo conhecido por criticar o ativismo negro no Brasil — mesmo sendo negro. Holiday foi eleito para o cargo na Câmara dos Vereadores em São Paulo pelo DEM.

Sua campanha contou com a presença atuante de seu “padrinho político”, o deputado Pauderney Avelino, líder do DEM na Câmara dos Deputados em Brasília. Avelino chegou a ser condenado pelo Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) por desvios de R$4,6 milhões em contratos superfaturados de aluguéis de imóveis para escolas.

Agora, o líder do MBL se transformou em espécie de advogado para todas as horas do prefeito eleito em São Paulo pelo PSDB, o empresário João Doria.

O pré-candidato João Doria ao lado do senador Aécio Neves, durante evento promovido por empresários em 2014 | Foto: George Gianni/ PSDB

E assim como Avelino, a imagem do prefeito tucano não é das melhores.

Em janeiro de 2016, a Apex Brasil, agência do governo federal comandada por David Barioni no governo de Dilma Rousseff, passou a dedicar mais recursos e atenção aos eventos promovidos pelo Grupo Doria. Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, ao longo de dez anos, entre 2005 e 2014, a Apex patrocinou seis eventos do Grupo Doria. Só no ano passado, quando Barioni assumiu a chegia do órgão, cinco iniciativas do empresários receberam apoio financeiro da agência. O suporte da Apex rendeu, em 2015, cerca de R$950,5 mil ao pré-candidato do PSDB.

Curiosamente, os eventos patrocinados pela Apex e promovidos por Doria contavam com figuras importantes do PSDB. Um deles ocorreu em Nova York, onde participaram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de São Paulo e seu padrinho político, Geraldo Alckmin.


João Doria e David Barioni são amigos há mais de 20 anos, segundo o próprio pré-candidato. O discurso promovido pelo Movimento Brasil Livre e pelo próprio Fernando Holiday vão na completa contramão do caso: enquanto o grupo defende o controle total dos gastos públicos, dando maior abertura para a iniciativa privada, seu pré-candidato para a prefeitura de São Paulo recebeu quase R$1 milhão do Estado para realizar palestras e eventos no Brasil e no exterior.

Resultado de imagem para Doria MBL

Está claro que o objetivo do grupo é detonar o político tradicional, Aécio Neves, do PSDB para tentar passar uma imagem de organização “isenta”, e aproveitar para alavancar uma nova linha tucana de candidatos. Quem será que vai cair nessa?