Com Temer, milhares de famílias voltam a morar na rua

“Eu não queria doação, eu queria um emprego. Tenho ensino médio e estou nessa fila”, afirma Creuza, uma das muitas mulheres em meio à multidão que, no último sábado antes do Natal, aguardavam as doações de marmitas, brinquedos e produtos de higiene pessoal que seriam distribuídas no Páteo do Colégio, no centro da capital paulista. Às 21h, antes mesmo que os voluntários chegassem com instruções, mais de cem pessoas já esperavam. Creuza estava acompanhada da família toda: a filha mais velha, que carregava um bebê de colo, a neta adolescente e um menino de seis anos.


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‘Você compra remédio ou comida’: as escolhas das famílias que vivem com um salário mínimo em SP

Chefes de família que vivem em condições precárias e com um salário mínimo contaram à BBC Brasil como se desdobram para fazer esse dinheiro render até o próximo mês.


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Com Temer e PSDB, pelo menos 2,5 milhões de pessoas voltarão à pobreza até o fim do ano

Estudo inédito do Banco Mundial, ao qual o GLOBO teve acesso, aponta que o número de pessoas vivendo na pobreza no Brasil aumentará entre 2,5 milhões e 3,6 milhões até o fim deste ano. Denominados de “novos pobres” pela instituição internacional, porque estavam acima da linha da pobreza em 2015 e já caíram ou cairão abaixo dela neste ano, eles são na maioria adultos jovens, de áreas urbanas, com escolaridade média e que foram expulsos do mercado de trabalho formal pelo desemprego.




Se quiser estancar o crescimento da pobreza extrema aos níveis de 2015, base mais atual de dados oficiais sobre renda, o governo terá que aumentar o orçamento do Bolsa Família este ano para R$ 30,4 bilhões no cenário econômico mais otimista e para R$ 31 bilhões no quadro mais pessimista, aponta relatório do Banco Mundial. Para 2017, o programa de transferência de renda tem R$ 29,8 bilhões garantidos.

Como o benefício do Bolsa Família varia conforme a composição familiar, número e idade dos dependentes, presença ou não de gestantes, entre outros aspectos, os técnicos da instituição internacional fizeram uma análise complexa para estimar o ajuste necessário no programa. Segundo as projeções, de 810 mil a 1,1 milhão de famílias serão elegíveis para receber o benefício este ano, o que demandará o orçamento adicional calculado.

Por meio de simulações, o relatório projetou a taxa de pobreza extrema no país, calculada em 3,4% em 2015, com e sem o incremento no Bolsa Família. Se o programa não aumentar, aponta o Banco Mundial, a proporção de brasileiros em situação de miséria subirá para 4,2% este ano no cenário otimista e para 4,6% no pessimista. Caso a cobertura seja ampliada, conforme recomendado, a taxa terá um leve crescimento para 3,5% e 3,6%, nos dois quadros econômicos traçados.

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