Moro, ao absolver Claudia Cruz, narra a existência de outro crime

Em recente data de 25/05/2017, em sentença de 90 páginas, o Juiz Sérgio Moro absolveu – nos autos n° 502768535.2016.404.7000, da 13ª Vara Federal de Curitiba/PR – a esposa de Eduardo Cunha, Cláudia Cordeiro da Cruz, dos crimes de lavagem de dinheiro e de evasão fraudulenta de divisas, ao qual foi acusada pelo Ministério Público Federal (MPF).


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Como funcionava o “tráfico de notícias” da imprensa mineira censurada por Andrea e Aécio Neves.

Esta matéria foi postada em outubro de 2014 por Kiko Nogueira. Está sendo republicada por motivos óbvios.

A repórter LVC trabalha numa grande publicação mineira. Ela contou ao DCM como funciona o “tráfico” de reportagens apuradas em Minas Gerais e que são repassadas para órgãos de imprensa do Rio e de São Paulo.

Em resumo: nas gestões de Aécio Neves e de seu sucessor Anastasia, ficaram vetadas matérias “negativas” sobre o governo.


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Grampos da PF mostram que Temer e deputado transportaram mala com R$ 500 mil em avião presidencial

Notícia surgida na noite de ontem complica ainda mais a situação de Michel Temer.

O UOL, em matéria de Leandro Prazeres e Flávio Costa, registra que foi gravado um telefonema de Rodrigo Rocha Loures ao Cerimonial do Planalto, apenas uma hora depois de ter sido filmado recebendo uma mala de dinheiro do executivo Ricardo Saud, da JBS. Na ligação, Loures confirma presença no voo que, dois dias depois, na manhã de 30 de abril, levaria Michel Temer para São Paulo.


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Temer e Aécio viram pó. Globo derrubou Dilma para pôr um ladrão no Planalto

Por Miguel do Rosário – Vazamentos divulgados hoje dão um ponto final no governo Temer, no PSDB e desmoralizam totalmente o impeachment, a mídia, a Lava Jato e, em particular, Sergio Moro.

Reproduzo abaixo as duas notícias que mudam completamente a conjuntura política nacional e desmascaram os golpistas: um bando de corruptos que derrubaram uma presidenta honesta.


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Irmã de Aécio e mulher de Cunha movimentaram milhões em contas no exterior. Moro vai agir?

O ex-­presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Junior, delator da Lava Jato, afirmou que a empresa depositou propina para o senador numa conta em Nova York operada por sua irmã, Andrea Neves, segundo reportagem da revista.


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Como o “gestor” Doria escapou da condenação na Embratur por um voto político do TCU

Esta é a primeira reportagem da série financiada pelos leitores do Diário do Centro do Mundo através de crowdfunding.

Por Joaquim de Carvalho – O prefeito de São Paulo, João Doria, gosta de se definir como um gestor, não um político. Mas a leitura do relatório do processo a que ele respondeu no Tribunal de Contas da União (TCU) permite várias conclusões, menos a de que fez boa gestão como presidente na Embratur, entre 1987 e 1988.


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Em depoimento, Juiz Moro e MP não fazem perguntas a mulher de Cunha

O juiz Sergio Moro e o Ministério Público Federal decidiram não fazer questionamentos à esposa de Eduardo Cunha, Cláudia Cruz, no processo em que ela é acusada de usufruir das contas no exterior que o ex-deputado federal teria supostamente abastecido com recursos desviados de esquemas na Petrobras.

Cláudia Cruz, por ordem de seu advogado, avisou a Moro que só iria responder as perguntas da defesa. O juiz concordou e abriu espaço para que o Ministério Público fizesse perguntas, ainda que para deixá-las apenas registradas, mas o procurador também decidiu não participar.

Moro justificou sua postura dizendo que “normalmente” não faz perguntas quando o acusado decide ficar em silêncio integralmente.

Confira vídeo abaixo:

E os 23 milhões de propina ao José Serra? Pergunta lá no Posto Ipiranga

Que a propaganda da rede de postos Ipiranga é um sucesso de publicidade, ninguém discorda.


A ideia da empresa que criou essa bem-humorada e envolvente peça publicitária, a Talent, é passar a imagem de que a rede de postos de combustíveis é completa, tem tudo o que o consumidor precisa e é conhecida nos lugares mais inóspitos por todo tipo de gente.

A frase “Pergunta Lá No Posto Ipiranga” virou um bordão para perguntas difíceis.

Para o ícone da publicidade, Nizan Guanaes, “se você quer saber o que é propaganda que vende, de onde veio, para onde vai, se é digital, tradicional etc.; é fácil encontrar a resposta. Pergunta lá no posto Ipiranga.”

Só que às vezes aparece um aloprado que acaba transformando uma genial criação de marketing numa faca de dois gumes.

O dono do posto Ipiranga na Av. 13 de Maio, 756, em Ribeirão Preto (SP), Silvio Capelão, tem por hábito promover protestos com faixas no estabelecimento contra o PT, Dilma e Lula.

dilmaposto

No Facebook, o empresário declarou apoio ao impeachment e compartilhou montagens grotescas da ex-presidenta e até foto de manifestação que pedia a volta dos militares.

militar

É um legítimo aloprado garoto propaganda da direita raivosa.

O limite da liberdade de expressão está sendo questionado por meio de uma peticão virtual com mais de cinco mil assinaturas, que sugere “Boicote ao Posto Ipiranga por calúnia e difamação contra LULA.”

lulaposto

A falta de bom senso do empresário é que parece não ter limite, pois a faixa constrange clientes e impõe discriminação de natureza política.

Ao posto que a propaganda insinua que há resposta pra tudo, dá pra encaminhar várias perguntas difíceis sobre mensalões, trensalão e petrolão, mas sugiro recentes:

– Por que a imprensa tem ignorado delação da Odebrecht que revela o pagamento de R$ 23 milhões a José Serra, candidato tucano à presidência da República, em 2010, em forma de propina, via caixa 2, numa conta secreta na Suíça?

– Por que Temer não pediu ou mandou Serra deixar o ministério antes que os executivos da empreiteira entreguem os recibos dos depósitos, que corrigidos pela inflação chegariam a mais de R$ 34 milhões?

– Por que os parlamentares querem mudar às pressas regras para acordos de leniência e beneficiar empresas investigadas pela Operação Lava Jato, na iminência da delação bombástica da Odebrecht?

– Anistiar caixa 2 e reduzir punições a empresas envolvidas em corrupção não comprova o roteiro do “Pacto” nacional para estancar a sangria da Lava Jato?

– Por que o relator do projeto de Lei 4850/16 que contempla as Dez Medidas de Combate à Corrupção, deputado Onix Lorenzoni, aceitou retirar do texto a previsão de crime de responsabilidade para integrantes do Ministério Público e juízes?

– E a propina de 1 milhão de reais que Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, disse que deu à chapa Dilma/Temer e que confere com um cheque nominal do PMDB a Temer?

– Até dezembro rola mesmo a delação que envolve 70 executivos e ex-executivos ligados ao grupo Odebrecht que promete esclarecer desvios estimados entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões?

Como dito, são perguntas difíceis.

Talvez no Posto Ipiranga do Silvio Capelão, antipetista convicto e militante, haja resposta pra todas.

Por telefone, nesta quinta-feira (16), a atendente disse que os protestos – só contra petistas investigados – são comuns no posto e que não podia confirmar se havia alguma faixa pendurada hoje, porque “não dava pra ver”.

Eu, claro, usei o bordão: pergunta lá no Posto Ipiranga!

Luciana Oliveira, bacharel em Direito, jornalista e ciberativista de causas sociais. Blogueira progressista e membro da Comissão Nacional de Blogueiros.

 

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