Temer e Aécio viram pó. Globo derrubou Dilma para pôr um ladrão no Planalto

Por Miguel do Rosário – Vazamentos divulgados hoje dão um ponto final no governo Temer, no PSDB e desmoralizam totalmente o impeachment, a mídia, a Lava Jato e, em particular, Sergio Moro.

Reproduzo abaixo as duas notícias que mudam completamente a conjuntura política nacional e desmascaram os golpistas: um bando de corruptos que derrubaram uma presidenta honesta.


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Irmã de Aécio e mulher de Cunha movimentaram milhões em contas no exterior. Moro vai agir?

O ex-­presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Junior, delator da Lava Jato, afirmou que a empresa depositou propina para o senador numa conta em Nova York operada por sua irmã, Andrea Neves, segundo reportagem da revista.


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Como o “gestor” Doria escapou da condenação na Embratur por um voto político do TCU

Esta é a primeira reportagem da série financiada pelos leitores do Diário do Centro do Mundo através de crowdfunding.

Por Joaquim de Carvalho – O prefeito de São Paulo, João Doria, gosta de se definir como um gestor, não um político. Mas a leitura do relatório do processo a que ele respondeu no Tribunal de Contas da União (TCU) permite várias conclusões, menos a de que fez boa gestão como presidente na Embratur, entre 1987 e 1988.


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Em depoimento, Juiz Moro e MP não fazem perguntas a mulher de Cunha

O juiz Sergio Moro e o Ministério Público Federal decidiram não fazer questionamentos à esposa de Eduardo Cunha, Cláudia Cruz, no processo em que ela é acusada de usufruir das contas no exterior que o ex-deputado federal teria supostamente abastecido com recursos desviados de esquemas na Petrobras.

Cláudia Cruz, por ordem de seu advogado, avisou a Moro que só iria responder as perguntas da defesa. O juiz concordou e abriu espaço para que o Ministério Público fizesse perguntas, ainda que para deixá-las apenas registradas, mas o procurador também decidiu não participar.

Moro justificou sua postura dizendo que “normalmente” não faz perguntas quando o acusado decide ficar em silêncio integralmente.

Confira vídeo abaixo:

E os 23 milhões de propina ao José Serra? Pergunta lá no Posto Ipiranga

Que a propaganda da rede de postos Ipiranga é um sucesso de publicidade, ninguém discorda.


A ideia da empresa que criou essa bem-humorada e envolvente peça publicitária, a Talent, é passar a imagem de que a rede de postos de combustíveis é completa, tem tudo o que o consumidor precisa e é conhecida nos lugares mais inóspitos por todo tipo de gente.

A frase “Pergunta Lá No Posto Ipiranga” virou um bordão para perguntas difíceis.

Para o ícone da publicidade, Nizan Guanaes, “se você quer saber o que é propaganda que vende, de onde veio, para onde vai, se é digital, tradicional etc.; é fácil encontrar a resposta. Pergunta lá no posto Ipiranga.”

Só que às vezes aparece um aloprado que acaba transformando uma genial criação de marketing numa faca de dois gumes.

O dono do posto Ipiranga na Av. 13 de Maio, 756, em Ribeirão Preto (SP), Silvio Capelão, tem por hábito promover protestos com faixas no estabelecimento contra o PT, Dilma e Lula.

dilmaposto

No Facebook, o empresário declarou apoio ao impeachment e compartilhou montagens grotescas da ex-presidenta e até foto de manifestação que pedia a volta dos militares.

militar

É um legítimo aloprado garoto propaganda da direita raivosa.

O limite da liberdade de expressão está sendo questionado por meio de uma peticão virtual com mais de cinco mil assinaturas, que sugere “Boicote ao Posto Ipiranga por calúnia e difamação contra LULA.”

lulaposto

A falta de bom senso do empresário é que parece não ter limite, pois a faixa constrange clientes e impõe discriminação de natureza política.

Ao posto que a propaganda insinua que há resposta pra tudo, dá pra encaminhar várias perguntas difíceis sobre mensalões, trensalão e petrolão, mas sugiro recentes:

– Por que a imprensa tem ignorado delação da Odebrecht que revela o pagamento de R$ 23 milhões a José Serra, candidato tucano à presidência da República, em 2010, em forma de propina, via caixa 2, numa conta secreta na Suíça?

– Por que Temer não pediu ou mandou Serra deixar o ministério antes que os executivos da empreiteira entreguem os recibos dos depósitos, que corrigidos pela inflação chegariam a mais de R$ 34 milhões?

– Por que os parlamentares querem mudar às pressas regras para acordos de leniência e beneficiar empresas investigadas pela Operação Lava Jato, na iminência da delação bombástica da Odebrecht?

– Anistiar caixa 2 e reduzir punições a empresas envolvidas em corrupção não comprova o roteiro do “Pacto” nacional para estancar a sangria da Lava Jato?

– Por que o relator do projeto de Lei 4850/16 que contempla as Dez Medidas de Combate à Corrupção, deputado Onix Lorenzoni, aceitou retirar do texto a previsão de crime de responsabilidade para integrantes do Ministério Público e juízes?

– E a propina de 1 milhão de reais que Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, disse que deu à chapa Dilma/Temer e que confere com um cheque nominal do PMDB a Temer?

– Até dezembro rola mesmo a delação que envolve 70 executivos e ex-executivos ligados ao grupo Odebrecht que promete esclarecer desvios estimados entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões?

Como dito, são perguntas difíceis.

Talvez no Posto Ipiranga do Silvio Capelão, antipetista convicto e militante, haja resposta pra todas.

Por telefone, nesta quinta-feira (16), a atendente disse que os protestos – só contra petistas investigados – são comuns no posto e que não podia confirmar se havia alguma faixa pendurada hoje, porque “não dava pra ver”.

Eu, claro, usei o bordão: pergunta lá no Posto Ipiranga!

Luciana Oliveira, bacharel em Direito, jornalista e ciberativista de causas sociais. Blogueira progressista e membro da Comissão Nacional de Blogueiros.

 

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