Homem do ‘trensalão’ tucano leva R$ 30 mil por mês do TCE-SP sem trabalhar há três anos

Publicado na Rede Brasil Atual.  POR HELENA STHEPHANOWITZ

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo Robson Marinho é apontado pelo Ministério Público da Suíça em 2014 como peça-chave de um esquema de corrupção em torno dos contratos do trensalão (Metrô e da companhia de trens – CPTM) de São Paulo.


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“Piorou, pô”: Periferia que votou em Doria ainda espera o gestor prometido

Márcio Ferreira, sapateiro que mora no distrito de José Bonifácio, na periferia da capital paulista, diz estar arrependido. Há um ano, diante de tantas promessas, decidiu apostar na mudança e votar no então empresário João Doria (PSDB) para prefeito de São Paulo.


“Na época ele dizia que era gestor e falava que ia fazer muitas obras aqui na cidade”, recorda. Hoje ele pensa de outro jeito. “Para a gente aqui na zona leste não chegou nada. Ele faz muito marketing, mas olha aí a situação do nosso bairro. Piorou, pô. As ruas estão sem recapeamento, jogadas às traças, as obras do CEU [escola em tempo integral] estão paradas…“, explica. Ele ainda acrescenta: “Doria fala muito do PT, mas acho que, antes de falar de alguém, tem que fazer. E para nós aqui ele não está fazendo nada nada nada. A gente queria uma mudança. Na verdade, mudamos errado”, completa, entre risadas.

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Doria diz que cortou merenda nas escolas por conta da “obesidade infantil”

Diversas professoras da rede municipal fizeram a denúncia de que prefeitura havia dado ordens para não deixar as crianças repetirem a refeição e a notícia revoltou internautas. Ao responder uma das críticas, o prefeito disse que está implantando apenas uma “readaptação” para tornar a merenda mais saudável, já que a obesidade infantil, de acordo com o tucano, seria um problema sério na cidade.


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Como o “gestor” Doria escapou da condenação na Embratur por um voto político do TCU

Esta é a primeira reportagem da série financiada pelos leitores do Diário do Centro do Mundo através de crowdfunding.

Por Joaquim de Carvalho – O prefeito de São Paulo, João Doria, gosta de se definir como um gestor, não um político. Mas a leitura do relatório do processo a que ele respondeu no Tribunal de Contas da União (TCU) permite várias conclusões, menos a de que fez boa gestão como presidente na Embratur, entre 1987 e 1988.


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João Doria: prefeito de São Paulo ou moleque do MBL?

André Singer é uma das grifes do jornal Folha de São Paulo, cientista político e professor da USP – seus leitores são o que se chama de “público qualificado”.
Singer deu ao prefeito João Doria a oportunidade perfeita de se apresentar como uma alternativa viável de candidatura à presidência da República. Singer fez um desafio a Doria, era o momento de Doria apresentar, se não um programa de governo, pelo menos, uma ideia central do que faria para tirar o Brasil da crise.


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MBL tucano: Estratégia é detonar Aécio e alavancar Doria

O Movimento Brasil Livre, conhecido por organizar manifestações contra a presidente afastada Dilma Rousseff, parece ter entrado de vez no mundo da política.


Com algumas lideranças específicas, vários candidatos para vereador e prefeito foram candidatos nas últimas eleições em 2016.

Um deles é Fernando Holiday, membro do grupo conhecido por criticar o ativismo negro no Brasil — mesmo sendo negro. Holiday foi eleito para o cargo na Câmara dos Vereadores em São Paulo pelo DEM.

Sua campanha contou com a presença atuante de seu “padrinho político”, o deputado Pauderney Avelino, líder do DEM na Câmara dos Deputados em Brasília. Avelino chegou a ser condenado pelo Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) por desvios de R$4,6 milhões em contratos superfaturados de aluguéis de imóveis para escolas.

Agora, o líder do MBL se transformou em espécie de advogado para todas as horas do prefeito eleito em São Paulo pelo PSDB, o empresário João Doria.

O pré-candidato João Doria ao lado do senador Aécio Neves, durante evento promovido por empresários em 2014 | Foto: George Gianni/ PSDB

E assim como Avelino, a imagem do prefeito tucano não é das melhores.

Em janeiro de 2016, a Apex Brasil, agência do governo federal comandada por David Barioni no governo de Dilma Rousseff, passou a dedicar mais recursos e atenção aos eventos promovidos pelo Grupo Doria. Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, ao longo de dez anos, entre 2005 e 2014, a Apex patrocinou seis eventos do Grupo Doria. Só no ano passado, quando Barioni assumiu a chegia do órgão, cinco iniciativas do empresários receberam apoio financeiro da agência. O suporte da Apex rendeu, em 2015, cerca de R$950,5 mil ao pré-candidato do PSDB.

Curiosamente, os eventos patrocinados pela Apex e promovidos por Doria contavam com figuras importantes do PSDB. Um deles ocorreu em Nova York, onde participaram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de São Paulo e seu padrinho político, Geraldo Alckmin.


João Doria e David Barioni são amigos há mais de 20 anos, segundo o próprio pré-candidato. O discurso promovido pelo Movimento Brasil Livre e pelo próprio Fernando Holiday vão na completa contramão do caso: enquanto o grupo defende o controle total dos gastos públicos, dando maior abertura para a iniciativa privada, seu pré-candidato para a prefeitura de São Paulo recebeu quase R$1 milhão do Estado para realizar palestras e eventos no Brasil e no exterior.

Resultado de imagem para Doria MBL

Está claro que o objetivo do grupo é detonar o político tradicional, Aécio Neves, do PSDB para tentar passar uma imagem de organização “isenta”, e aproveitar para alavancar uma nova linha tucana de candidatos. Quem será que vai cair nessa?